Posts Tagged ‘direitos humanos’

Namore alguém que olhe pra você…

30/11/2016

… como o Brasil olha pro abismo

Rodoviária

22/09/2010

Os meninos aspirados pela luz da pipa,

Mariposas

Adendo…

14/04/2009

sobre a Praça do Compromisso:

foi lá que cinco jovens de Brasília queimaram vivo o índio pataxó hãhãhãe Galdino Jesus dos Santos, que dormia num ponto de ônibus, em 1997. O local é hoje mais conhecido como Praça Galdino.

2009_04_13_praca_galdino

A fotinho acima, recente, é minha, mas vale ver os belíssimos registros (este e este) feitos pelo fotógrafo Marcello Casal Jr. durante a manifestação que marcou o décimo aniversário do crime – aliás, 20 de abril.

Também ali foram assassinados dois moradores de rua este ano.

Suvenirs do século

04/01/2009

Passagem de ano lembra passagem de século – é uma espécie de miniatura. Além disso, o aquecimento global e a crise financeira pintaram este começo de século de fin-de-siècle. Por isso adianto aqui, em retrospectiva, quatro suvenirs do XXI, seguidos por 11 do XX.

  • O livro escolar nas mãos boquiabertas de W
  • Os 18 minutos que separam a Torre Norte da Torre Sul
  • O chapéu de Zinedine em Fenômeno
  • A cabeçada de Zinedine no boquirroto
  • O boné de Che
  • O charuto de Bill
  • A luva branca ímpar na mão de Michael
  • O frasco vazio de Marilyn
  • O carro aberto de John F.
  • O alcatraz untado de óleo no logo da Exxon
  • O azul brilhando de mão em mão na noite de Goiânia
  • A nudez da menina Kim Phuc correndo do horizonte de napalm
  • O silêncio anticelestial em torno do homem-tanque na praça
  • Anônimas marretas pondo abaixo o muro pichado
  • O cavalo de Newton e o cala-boca para ripar no capô dos carros

“Nação Palmares” ganha prêmio jornalístico

16/10/2008

O documentário interativo sobre a luta dos quilombolas venceu a categoria internet do prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos.

“Nação Palmares” parte do retrato da comunidade Linharinho, no Espírito Santo, para abordar os desafios enfrentados por essa população pelo reconhecimento de seus direitos no plano nacional. Com pauta de sensibilidade social, reportagem caprichada, experimentação técnica e equilíbrio na abordagem, é um dos trabalhos mais representativos de um período da Agência Brasil (e da Radiobrás, que com a TVE deu origem à EBC) do qual tive a honra de participar ao lado de muita gente boa.

Formaram a equipe do webdocumentário: André Deak, Juliana Nunes, Rodrigo Savazoni, Spensy Pimentel, André de Oliveira, Jefferson Pinheiro, Fausto José, Yasodara Cordova, Mario Marco, Robson Moura, Valter Campanato, Wilson Dias, José Cruz e Marcello Casal Jr.

Os blogs do André e do Rodrigo contam o processo de realização de “Nação Palmares”.

Assinatura contra a escravidão

03/04/2008

logo_assinatura.jpgNo site da ONG Repórter Brasil é possível participar de abaixo-assinado a favor de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que reforça a luta contra o trabalho escravo.

A proposta (número 438, de 2001) prevê o confisco de terras onde essa prática criminosa foi encontrada e a destinação delas à reforma agrária. Conta com o apoio de várias entidades, mas no Congresso encontra resistência de parlamentares ligados à agropecuária. Recentemente, segundo reportagem, foi identificada numa reunião dessa bancada como um dos projetos que o setor precisa derrubar.

A PEC passou pelo Senado em 2003 e foi aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados em 2004. Desde então, está parada, aguardando votação.


DOGVILLE É AQUI (aqui onde?)

29/12/2007

Raparam o cabelo dela
Pra ninguém lá/cá fora saber uma menina entre os tigres –
Todo mundo sabia

Alguém jogou lá dentro
Alguém vetou sair
Alguém viu as mãos de socorro
Alguém fez não ouvir


Raparam pra ela virar um palito de fósforo,
a cabeça queimando

Paulada, Acorda, Isso ou nada de comida

Quem é pior:
Os dez que não usaram preservativo
Ou os dez que usaram e só não abusaram no dia de visita,
Cabelo escovado pra esperar esposa, mãe, filha?

Raparam a alma dela, e, solta, ela saltita. A alma viva.
É a vida.

Quem é pior? A delegada? O carcereiro? A governadora? O prefeito? A juíza?

Dezenove, garantem as locais autoridades. Quinze, o pai afirma. A dentição confirma.

Quem é pior? Eles ou nós? Você ou eu?
Omissão, silêncio, repetição, distância.

Vamos escrever um manifesto? Reportar os atrasos nos aeroportos? Chorar no ônibus? Reconstruir o partido? Debater o aborto? Defender a Amazônia? Fazer arte engajada? Botar nariz de palhaço? Falar mal do Bush? Trabalhar com honestidade? Respeitar o próximo? Cair pra luta armada? Entrar pra pastoral? Sair do Brasil? Algo disso vai resolver?

Pra que lado fica Dogville?
Lá dentro ou aqui em volta?
Dentro ou fora – de cada um?

Quem pode fazer literatura sobre o caso?

E jornalismo, quem tem direito?

Porra, quem pode dormir???

Bela idéia contra o pior do tal do “Brasil arcaico”

18/11/2007

Foi no mês passado, mas eu só vi agora. A Repórter Brasil, uma das entidades referenciais no combate ao trabalho escravo, lançou uma radionovela que tem como tema o universo que envolve esse crime.

Está disponível no site da organização, para livre-veiculação pelas rádios. Retrata a história de uma família maranhense do Semi-Árido e o contato com a realidade de trabalho degradante e coerção escondida nas promessas dos gatos (aliciadores).

A produção teve como parceiros a Radiobrás, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH) e o Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos de Açailândia (CDVDH).

Este mapa da Agência Brasil mostra como se ligam a expansão da fronteira agrícola (em especial na Amazônia), o desmatamento e a escravidão.


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