Archive for the ‘Ready-mades’ Category

Ready-mud

24/11/2015

A lama encaminhada pela Vale para a barragem de Fundão vinha de uma mina conhecida como Alegria. (FSP, 24/11/2015)

Ouvido

27/01/2013

Casas de ave-maria

Miados de dezembro

Aula magda

Situação periquitante

Ataque-cardia

Questão de furo íntimo

Estados Unidos da Quimérica

09/10/2011

– Agora só quero comer e dormir. E fazer pipi.

Brooklyn Something, Little Miss na categoria 6 a 10. God bless America…

Sêo Zé Didico explica na TV

01/08/2010

– Se for morro, oito boi. Depende da potência do boi também.

Brasília 24h

21/04/2010

05:59
Uma gangue de periquitos celebra minha insônia
Rasgando paina diante do janelão
(Como hão de fazer um dia com as almofadas
meus filhos e o incorrigível schnauzer Tempestade)

06:03
Brasília é areia que escorre de uma garrafinha
Ou pra dentro dela?

06:46
O sol balão escapa para sobre os ministérios
Que tentavam encaixotá-lo

07:00
Uma paineira ganha, justo quando você piscou, a peruca rosa para o tronco de espinhos:
Mas março mal começou!

18:36
O fotógrafo voa para o memorial
E consegue botar a lua na mão de JK

13h50
Um pombo pé-de-pirata
Joga pro estômago o fast-trash
Num Giraffas qualquer

11:55
Foi registrado o avistamento de um pedestre –
Vivo!
Viva!
Ao vivo!

18:50
Um fora-bush se maldivisa
No viaduto que a noite vai apagando

23:15
Figurinha parda carimbada
Beberibica o on-the-rocks
Cisca o pistache
E discute in-private a próxima
Invasão de luxo

11:00
POP!
IPÊ
BRANCO
PIPOCA

17:35
São pedestres, não há dúvida
E devoram uma Pajerinho em 20 s
(Fosse um Ka, pronto, bastavam 13)

12:00
Sol
E só:
Carne-de-sol

14:35
O mendigo, desperto:
Estarei eu no setor certo?

15h45
O PM comendo da mão de um dos quatro evangelistas de Ceschiatti
E eu perco a foto

18:01
Meu fusca segue carimbando o asfalto
E enviando manifestações de apreço ao Sr. Diretor
Como escreveu Nicolas Behr
A quem dedico este poema

08:40
Pulo pra dentro da zebrinha
Que, de vermelha
Quadrada
Sem listra
De zebrinha não tem nada

10:15
Arru-da-na-Pa-pu-da!
Pê-Ó-no-xi-lin-dró!

10:16
Capacetes
Cassetetes
Cascos

14h30
Taças tinindo
Talheres pra todos guardanapos fornos se abrindo
É domingo
E não há sinuca aberta
Se você não tem família aqui
Sei lá, negão

Aí tá sinucado

08:41
E sei que hoje treze me dirão
A seca neste ano vai ser braba
No ano passado meu nariz sangrou
Comprei um borrifador
Uso toalha molhada

03:17
Já todos dormem
Exceto Junior, filho do poder, que
Cabeça tinindo de coca
Pratica o esporte do rachão na ponte milionária

03:18
Exceto o pichador de monumentos
Que desde já assina
O Pichador de Monumentos

03:18
Exceto Galdino
Cuja alma arde insone
Enquanto a Justiça ronca

03:20
Exceto o deputado com o pescoço
Encaixado na guilhotina

15:55
Juraria ter visto um cachorro
Juro
Poderia

17:45
A Esplanada ganha paletas
Impressionistas
Naïfs
Lisérgicas
Mas há os alérgicos

 


Este poema está no livro sobre a cidade
que vamos lançar em maio
(eu, André Giusti, Fernanda Barreto,
José Rezende Jr., Liziane Guazina e Nicolas Behr,
com
design de Bruno Schürmann).
Mais informações aqui!

Almanaque de Nomes Bonitos

06/03/2010

Pomba-apunhalada

Agoniada

Peixe-mulher

Cinzeiro

Baleia-certa

Vão de Almas

Córrego dos Dias

Bolinho de chuva

Pastel de vento

Peixinho-de-prata

Espera-marido

Mãe-da-lua

Lusco-fusco

Ora-pro-nobis

Louva-a-deus

Conceição do Mato Dentro

Mata-borrão

Tromba d’água

Esperança

João-bobo

Cavalinho-do-diabo

Afilhado

Maria-sem-vergonha

Caranguejo-fantasma

Alma-de-gato

Olho d’água

Pintor-verdadeiro

Pichações SP

23/02/2010

MAIS TEMPO NO TRÂNSITO QUE COM A FAMÍLIA

ESCRAVO DO TRÂNSITO

DEUS AGORA ANDA DE BLINDADO

Orientação expressa em placa de mictório do Aeroporto de Congonhas:

25/04/2009

“Não toque em nada”.

Considerada a disposição ombro-com-ombro dos usuários, temos mais um item pra coleção de ready-mades

4P (PPP + P)

22/03/2009

Taxista:

– A Justiça, neste país, só funciona pra preto, pobre e puta.

Passageiro (este aqui):

– E pra Protógenes.

Publicidade ou intriga

15/03/2009

Lava carro

Vende droga

Pintado no chão, num bolsão de estacionamento.
Vou fotografar lá. Se bem que já tá meio rasurado
(acho que alguém se ofendeu).


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