Charge escrita: trânsito em São Paulo

Uma multidão de carros se espreme, formando um “s”.

Dançam, na medida do que o espaço exíguo permite, como pessoas.

Todos seguem um trio elétrico, sobre o qual estão outros carros, saltitantes e paramentados à moda axé music.

O espaço é delimitado por uma corda, como no carnaval baiano, segura por jipões urbanos, também humanizados.

Um ônibus lotado, pé-ante-pé, tenta passar por baixo da corda para se integrar à folia. É barrado por um Pajero (ou Pathfinder, tantufas).

“Aqui só entra gente bonita com abadá”, rosna o jipe-cordeiro.

Sobre essa discussão, recomendo a
premiada série de reportagens
“SP (quase) parada”, do meu mano.

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5 Respostas to “Charge escrita: trânsito em São Paulo”

  1. monica Says:

    Muito bom, Pedrim, totalmente visual. So podia ser uma charge.
    beijo

  2. pedrobiondi Says:

    Valeu, Monica! Se meu desenho não tivesse enferrujado (para sempre, será?), eu teria feito uma charge não-escrita… Beijo.

  3. Tonho Says:

    Pior é viver esse cotidiano… Com o carro quase sempre no estágio “Laranjinha*”…

    *Expressão adotada pelos donos de Uninho que traduz a situação de andar com o tanque de combustível na reserva – e o risco lá em cima!

  4. pedrobiondi Says:

    O Brasil precisa reduzir o Risco Uninho…

  5. eloise Says:

    massa, pedrim! uma tradução bem gráfica das desigualdades de norte a sul. matou!

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