Mais um

Renata Rosa não é mais uma. A mulher pernambucou Brasília: alagoou. Botou ponte entre Planalto Central e Baixo São Francisco. Samba-de-coco e rock and roll indígena cantados de olhos fechados (ou eu que estava de olhos fechados?), com punch e lirismo, entre violão rascante, rabeca e percussão negra ou cabocla. Éramos 500? Fôssemos. O poeirão vermelho subiu rodando, preencheu cada pulmão e compactou um corpo único dançante, telúrico e aéreo. Uma inacreditável rosa foi desenhada por uma complexa ciranda. Os fotógrafos ganharam o dia quando ela desceu para a capoeira. Entre camisetas de Pernambuco e do Flamengo, as flores liquidificando os vestidos. E, pedindo bis, morremos todos – de som, alegria e terra seca.

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