Música pra ver

Lembram que escrevi sobre o desenhista/gravurista Manu Maltez? Então, o cabra também é músico dos bamba. E está, com o Grupo Cardume, na Casa de Francisca, um barzim bem ajeitado, desses com luz de velas, que a megalópole apocalíptica e cataclismática esconde aqui e ali.

Eles fazem música brasileira com um lado instrumental forte, arranjos originalíssimos e letras refinadas.

Noutra tentativa de definir, eu diria que a música do Cardume é na verdade cinema sem imagens. Numa faixa delicada os ruídos da cidade podem irromper num feixe de metais (“Francisco – eu ando assustada”) sem comprometer a poesia. Ou o ouvinte pode se deixar levar por um córrego para o Fim-do-mundo, lugar sublime. E assim vai.

Por aqui é possível acessar “Maria-madrugada”, um samba desconstruído, escuro, todo-jazzístico e, ainda assim, samba: prima da “Roendo as unhas” de Paulinho.

O disco novo (em projeto) está mais galopante, com o baixo acústico engatando umas disparadas roqueiras, que se alternam ou se misturam à tradicional quebradeira. E sax e trompete aprontando, aprontando. E bateria medindo e desmedindo. E piano doce e sutil no meio disso.

Em “Mané Jackson”, a homenagem em pele de “Billy Jean” carrega um conselho a Michael. É conferir…

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