A leoa, o Toyota e as iscas de zebra
Compõem Cheiro de Leoa 20 contos, alguns deles frutos de cruzamentos com outros gêneros literários e zoológicos – como a crônica, o ensaio e a poesia.
As histórias se passam na savana africana, na floresta amazônica e em quintais e avenidas paulistanas (ou de qualquer lugar-infância).
O conto-título joga o pobre do protagonista, junto com o leitor, num Toyota que empacou no campo do jogo catimbado de grandes felinos e ungulados. Outro acompanha a aflição do segredo incompartilhável de um camisa 10 da segunda divisão. Num terceiro, o lá-e-cá carioca entre o nheco-nheco de um soldado do tráfico e o nhenhenhém da média classe.
Entre um conto e outro, uma isca de zebra – textinho crocante pra acompanhar uma boa aguardente masai.
Essas iscas podem parecer haicais, microcontos, cantigas, adivinhas, aforismos ou mesmo chamadas jornalísticas e classificados de jornais. A máquina do mundo é ali entrevista pela fechadura, ou no recorte de um retrovisor.
Prosa inovadora e bem-vinda, no dizer do escritor Marcelino Freire, que conclui: “Literatura boa a gente conhece pelo cheiro”.
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Setembro 13, 2009 às 1:43 am |
[...] Como aqui, meio ambiente, literatura, comunicação e Bras-Ilha serão assuntos na certa. E me parece um bom lugar para servir as tradicionais iscas de zebra. [...]