Arquivo da categoria ‘Eventos’

Desenhos e gravuras de Angela Leite na USP

Maio 21, 2009
"Mocó", gravura de Angela Leite

"Mocó", gravura de Angela Leite

De 27 de maio a 08 de junho, trabalhos da artista vão compor a mostra “Trilha Natural Brasileira”.

São 23 desenhos recentes e inéditos e 37 xilogravuras, representativas de suas quatro décadas de carreira.

Comentei a linda obra de Angela – mãe deste orgulhoso pastor de zebras – no texto “Nossos bichos e plantas vertidos em arte”.

A exposição é no Instituto de Biociências da USP. Abertura dia 26, às 19 horas. O caminho-das-pedras taqui no Overmundo, onde é possível votar para manter o texto de divulgação em destaque.

Sabadão com boa literatura

Maio 15, 2009

Neste sábado, José Rezende Jr. lança em Brasília Eu Perguntei pro Velho se Ele Queria Morrer (e Outras Estórias de Amor).

É o segundo livro do Rezende, contista (e cronista, e jornalista…) de primeira. O de estreia, A Mulher Gorila e Outros Demônios, está disponível para baixar no site dele. Desse, adoro especialmente “Os bichos” e “Não passarão”.

O lançório tá marcado pras 20h, no Café com Letras (203 Sul).

Era uma vez… no seu celular

Outubro 4, 2008

Trinta microcontos, um por autor, serão enviados por SMS para 2 mil usuários de telefonia. É o projeto Literatura Celular, do qual este pastor de zebras é um dos participantes.

São textos/torpedos de até 120 toques, incluindo título e nome do escritor. Enfim: uma história contada num abs.

Como curador, Marcelino Freire convidou também: Alberto Guzik, Alessandro Buzo, Ana Rüsche, André de Leones, Evandro Affonso Ferreira, Fernanda Siqueira, Ferréz, Flávio Viegas Amoreira, Ivana Arruda Leite, João Silvério Trevisan, Lirinha, Luciana Miranda Pennah, Livia Garcia-Roza, Lourenço Mutarelli, Marcelo Ariel, Marcelo Rubens Paiva, Maria José Silveira, Mário Bortolotto, Maurício de Almeida, Menalton Braff, Moacyr Scliar, Modesto Carone, Paulo Lins, Raimundo Carrero, Reinaldo Martins, Ronaldo Cagiano, Sacolinha, Sérgio Roveri e Verônica Stigger.

Marcelino, aliás, foi um dos responsáveis pela febre em torno desse tipo de ficção, quando teve a sacada de organizar Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século.

Para receber os microcontos por SMS é preciso cadastrar o número da linha aqui. Tem que ser Claro ou Vivo, do estado de São Paulo.

O projeto faz parte da Mostra Sesc de Artes 2008. O envio de textos para os celulares vai do dia 8 ao 18.

Mar que arrebenta

Agosto 14, 2008

É o subtítulo do livro de contos Rasif, que Marcelino Freire lança amanhã, digo, hoje, com gravuras de Manu Maltez.

A esta hora da madruga (01:24, digo, 01:33), o que posso dizer é que são dois artistas que recomendo, além de amigos queridos. E uma bela dupla. Pude ver, rapidamente, as provas quase finais do livro e o achei impactante.

Assim que tiver o livro nas mãos, devorá-lo-ei qual Jânio Quadros a Leonardo Di Caprio, como diria Djavan. Ou bebê-lo-ei, dado que é mar. E registrarei minhas impressões aqui.

O elogio do Flávio e as coordenadas na bienal

Agosto 13, 2008

Tinha comentado ontem a declaração do Flávio Moura, curador da Flip deste ano, sobre o Cheiro de Leoa. É a dica de leitura dele na 20ª Bienal do Livro – vejam que legal:

“A ênfase na sonoridade, no ritmo e na criação de palavras e de jogos de sentido forma um universo de experimentação vivo e coeso. E, o que é melhor, o livro não tem nada de sisudo. Pedro escapa das armadilhas associadas a esse tipo de prosa com muita graça e jogo de cintura.”

O Flávio é um cara supercriterioso e que lê à beça. Imagino que recebe feixes de lançamentos a cada semana. Pra lá de bem-vinda a aprovação dele!

E minha participação na bienal será no estande da Editora Limiar, na Travessa Literária O. Domingo, das 16 às 17, como tinha adiantado. No site do evento tem mapinha.

Que tal aparecer pra dois dedos de prosa?

Leoa bem recomendada na Bienal do Livro

Agosto 12, 2008

Extra! No domingo (17) estarei na Bienal do Livro, das quatro às cinco da tarde, para autografar minha cria – sim, a que dá nome a esta vereda digital.

Outra ótima nova é o comentário elogioso que o jornalista Flávio Moura, curador da Flip, fez sobre o livro. Saiu na Folha de S.Paulo, na Revista da Folha” do último domingo.

Bert Glibbery

Foto: Bert Glibbery

Amanhã, as coordenadas e o comentário nesta praça aqui! Mas já avisem os chegados, pliz, já avisem os chegados…

Mais duas semanas para ver a obra de Ely Bueno

Julho 4, 2008

Foi prorrogada até o dia 20 a exposição da artista plástica, que já comentei aqui, na Estação Pinacoteca, em Sampa.

Vale muito a pena. A mostra está bonita, representativa da obra dela. Tem nanquins, do início de carreira, que resultam de uma verdadeira teia de grafismos; litogravuras mais minimalistas e que compõem uma espécie de natureza-morta da vida doméstica; delicados desenhos de observação; outros que mergulham no surrealismo e trazem referências à linguagem dos quadrinhos. E retratos e nus, gêneros em que ela é craque.

Acho que só faltou um toque “cênico” na disposição dos trabalhos, coisa que Ely também faz muito bem.

Para uma exposição mais completa, ali estariam também belíssimas pinturas a óleo e interessantes recriações em que o mobiliário vira conceito ou mesmo personagem.

Deixo aqui mais um desenho como amostra da produção de Ely. E o link do onde/quando/etc. para os navegantes da paulicéia.


Quatro décadas de sensibilidade

Abril 10, 2008

Quatro décadas do trabalho de uma grande dama da arte (qualifico-a assim sem um pingo de dúvida) estão sintetizadas na exposição de Ely Bueno na Estação Pinacoteca.

São 45 desenhos e gravuras, amostra de uma obra marcada pela relação com a condição feminina e com o inconsciente. De força dramática e, ao mesmo tempo, de muita consistência técnica. Uma obra em constante reinvenção, sempre ao largo dos modismos.

Segundo a definição do crítico Fábio Magalhães, “os desenhos de Ely Bueno estão contaminados pelas suas vivências, exprimem aspectos íntimos de sua alma feminina e retratam lembranças guardadas em lugares recônditos da sua memória”.

A imagem acima não faz parte da mostra. Está na capa do livro A Máscara do Real, sobre a trajetória da artista, que será lançado lá.

Ely é minha madrinha – mas o elogio nada tem a ver com isso. Vão lá e comprovem, bróderes e sísteres.

A exposição vai deste sábado (12) até 15 de junho. Detalhes aqui.

O Fim do Mundo

Março 28, 2008

Extra: prorrogada a temporada de Manu Maltez e Grupo Cardume na Casa de Francisca. Além do próximo, todos os sábados d’ abril (ver post anterioire).

Aproveito e publico aqui o poema que escrevi para acompanhar “Fim-do-mundo”, música instrumental do disco As Neves do Kilimanjaro.

 

O Fim do Mundo não é quando,
É onde:

Disso os antigos já carecas, com escorbuto
E arrepio.

Começa onde dormiu a última estrela,
e onde três meninos de galochas,
cientificamente,
caçam o rosto de ser meninos…
Esquecem de algum futuro.

Sua primeira namorada é um porquinho-da-índia?
Ou já amantes de sereias?
Sereia-traíra, sereia-lambari, sereia-cascudo.

O fim-do-mundo é um bagre azul
Que leva as estrelas no bucho,
Espadana dentro da poça morna de um piano
Ronronca num contrabaixo
E estrebucha na saída do túnel de metal de um sopro.

O fim do mundo é bom:
É o fim do fim da picada
Começo de um começo
Deus se des-re-inventando
Cobra verde caçando a própria cauda
Imprópria alma
Em algum muro de alguma grande cidade.

 

O Fim do Mundo não é relato
É fato
Que acabou.

 

 

 

 

 

Música pra ver

Março 27, 2008

Lembram que escrevi sobre o desenhista/gravurista Manu Maltez? Então, o cabra também é músico dos bamba. E está, com o Grupo Cardume, na Casa de Francisca, um barzim bem ajeitado, desses com luz de velas, que a megalópole apocalíptica e cataclismática esconde aqui e ali.

Eles fazem música brasileira com um lado instrumental forte, arranjos originalíssimos e letras refinadas.

Noutra tentativa de definir, eu diria que a música do Cardume é na verdade cinema sem imagens. Numa faixa delicada os ruídos da cidade podem irromper num feixe de metais (“Francisco – eu ando assustada”) sem comprometer a poesia. Ou o ouvinte pode se deixar levar por um córrego para o Fim-do-mundo, lugar sublime. E assim vai.

(mais…)