De olho nos invasores
O Instituto Hórus colocou na internet uma lista com 330 animais e plantas considerados espécies invasoras no Brasil. Pouca gente sabe, mas seres vivos exóticos (”estrangeiros”), incluindo microrganismos, podem causar grandes problemas quando introduzidos num local.
No plano mundial, várias espécies foram extintas por causa dessas introduções, que subvertem uma seqüência de milhões e milhões de anos de processos naturais. Sem falar em prejuízos bilionários.
As trocas de fauna e flora entre as diferentes regiões, e ao mesmo tempo o isolamento de determinadas populações, resultaram da conformação dos acidentes geográficos e do clima, a partir da acomodação dos continentes. Trata-se de um processo fundamental para a formação da biodiversidade, isto é, o leque de seres vivos em cada parte do planeta.
Com os navios, aviões, carros e afins, e com as atividades humanas, as trocas desse tipo se aceleram cada vez mais. E colocam em cada local cartas (como a faminta rã-touro acima) que nunca estiveram no baralho natural dali.
Ao se estabelecer, os “novos moradores” competem com os antigos por comida e espaço. Muitas vezes, viram predadores deles. Noutras, transmitem doenças.
Bom, mas voltando à base de dados: ela é aberta ao público geral e integrada às dos outros 13 países americanos que compõem a rede I3N. As pessoas podem buscar dados por espécie, nome comum, ambiente, lugar e outros filtros.
E, como se vê, é assunto que não se esgota num samba curto - parafraseando Paulinho. Voltarei ao tema nesta semana.
Etiquetas: agricultura, animais, biodiversidade, ciência e tecnologia, desenvolvimento sustentável, espécies invasoras, fauna e flora, invasões biológicas, meio ambiente, plantas