Extra: prorrogada a temporada de Manu Maltez e Grupo Cardume na Casa de Francisca. Além do próximo, todos os sábados d’ abril (ver post anterioire).
Aproveito e publico aqui o poema que escrevi para acompanhar “Fim-do-mundo”, música instrumental do disco As Neves do Kilimanjaro.
O Fim do Mundo não é quando,
É onde:
Disso os antigos já carecas, com escorbuto
E arrepio.
Começa onde dormiu a última estrela,
e onde três meninos de galochas,
cientificamente,
caçam o rosto de ser meninos…
Esquecem de algum futuro.
Sua primeira namorada é um porquinho-da-índia?
Ou já amantes de sereias?
Sereia-traíra, sereia-lambari, sereia-cascudo.
O fim-do-mundo é um bagre azul
Que leva as estrelas no bucho,
Espadana dentro da poça morna de um piano
Ronronca num contrabaixo
E estrebucha na saída do túnel de metal de um sopro.
O fim do mundo é bom:
É o fim do fim da picada
Começo de um começo
Deus se des-re-inventando
Cobra verde caçando a própria cauda
Imprópria alma
Em algum muro de alguma grande cidade.
O Fim do Mundo não é relato
É fato
Que acabou.
Março 28, 2008 às 4:37 pm |
Olá Biondi.
No Rio tem também Cheiro da Leoa?
Apreciei as imagens que tem no seu fim-do-mundo e me perdi nelas!
Março 30, 2008 às 2:32 pm |
Então, Mariana,
em tese o livro está nas maiores livrarias do Rio, mas a distribuição é complicada quando se trata de editoras pequenas.
Veja se podemos fazer assim, como tenho combinado com outras pessoas: você dá uma olhada em uma ou duas das principais e me conta se achou. Se não achar, eu te mando pelo correio.
Um abraço
Pedro